🎮Games Importados Podem Ficar Mais Caros em 2027
Compras internacionais de games, periféricos e acessórios podem voltar a ter nova cobrança federal com a CBS. Entenda como isso pode afetar o bolso dos jogadores brasileiros.
6/21/202617 min read


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Compras internacionais de games podem voltar a pagar imposto em 2027: entenda o impacto para jogadores
Nova cobrança federal pode afetar compras internacionais de games, periféricos e acessórios a partir de 2027, reacendendo o debate sobre o alto custo de jogar no Brasil.
Palavra-chave: compras internacionais de games, imposto de importação em games; taxa das blusinhas; Remessa Conforme; compras internacionais até US$ 50; CBS 2027; periféricos gamers importados.
Meta-descrição: Compras internacionais de games podem voltar a pagar imposto em 2027. Entenda o impacto em consoles, periféricos, PCs e acessórios.
Introdução
A discussão sobre compras internacionais de games voltou a preocupar jogadores brasileiros. O motivo é a possibilidade de uma nova cobrança federal atingir produtos baratos comprados fora do Brasil a partir de 2027, especialmente acessórios, periféricos, peças de PC e itens de tecnologia vendidos em plataformas estrangeiras.
Embora o tema tenha ficado conhecido popularmente como “taxa das blusinhas”, o impacto não se limita ao setor de roupas. Na prática, qualquer mudança nas regras de importação pode afetar diretamente quem compra controles, microfones, headsets, mouses, teclados, cabos, adaptadores, placas de captura, mini consoles e componentes de computador.
O ponto central é simples: quando o imposto aumenta, o preço final sobe. E, em um mercado como o brasileiro, onde produtos gamers já costumam chegar com valores altos, qualquer cobrança adicional pode pesar bastante no bolso do consumidor.
O que aconteceu com o imposto de importação nas compras internacionais?
Em maio de 2026, o Governo Federal publicou uma medida provisória que permitiu zerar o Imposto de Importação federal para remessas internacionais de até US$ 50, desde que a compra seja feita por pessoa física em plataformas certificadas no Programa Remessa Conforme.
Isso significa que, dentro dessas condições, o imposto federal de importação passou a ter alíquota zero para compras de baixo valor. A Receita Federal também atualizou sua calculadora oficial para considerar essa nova regra, incluindo o desconto aplicado nas compras acima de US$ 50.
Mas é importante deixar claro: isso não significa que a compra ficou totalmente livre de impostos. Mesmo quando o Imposto de Importação federal é zerado, o consumidor continua pagando ICMS, que é um imposto estadual. A própria Receita Federal informa que o ICMS continua sendo cobrado nas compras internacionais.
Na prática, a redução aliviou parte do custo, mas não eliminou toda a tributação.
A regra atual para compras até US$ 50
Hoje, em plataformas certificadas no Remessa Conforme, compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoa física têm Imposto de Importação federal zerado.
Esse ponto é importante porque muita gente ainda confunde a regra. O benefício vale dentro das condições do programa, ou seja, não se aplica automaticamente a qualquer compra feita em qualquer site estrangeiro.
Para o consumidor gamer, essa faixa de até US$ 50 é justamente onde entram muitos produtos populares, como:
controles alternativos;
capas e cases para consoles portáteis;
cabos USB-C e HDMI;
grips para controles;
adaptadores Bluetooth;
suportes para headset;
mouses gamers de entrada;
teclados compactos;
acessórios para Nintendo Switch, PlayStation, Xbox e PC;
pequenos itens de setup.
Por isso, a redução do Imposto de Importação federal nessa faixa foi vista por muitos jogadores como uma oportunidade de comprar produtos mais baratos sem enfrentar uma carga tão pesada.
A regra para compras acima de US$ 50: cuidado com a confusão
Um ponto que precisa ser explicado com precisão é a tributação das compras acima de US$ 50.
Existe uma confusão comum de que o imposto teria simplesmente caído para 30%. Porém, tecnicamente, a regra oficial não funciona dessa forma.
Segundo a Receita Federal, para compras acima de US$ 50 em plataformas certificadas no Remessa Conforme, o Imposto de Importação é de 60%, mas com desconto equivalente a US$ 30 sobre o valor do imposto calculado. Além disso, o ICMS também continua incidindo sobre a operação.
Em termos práticos, esse desconto pode reduzir o peso final da cobrança em determinados casos, mas não transforma a regra em uma alíquota fixa de 30%.
Essa correção é essencial para evitar desinformação. O consumidor pode sentir uma redução em relação ao modelo anterior, mas a forma correta de explicar é: 60% com dedução de US$ 30, não simplesmente “30% de imposto”.
Por que a possível volta de imposto em 2027 preocupa?
O alerta para 2027 está ligado à implementação gradual da Reforma Tributária do consumo, que criou novos tributos, entre eles a CBS — Contribuição sobre Bens e Serviços.
A CBS faz parte do novo modelo tributário brasileiro e foi instituída pela Lei Complementar nº 214/2025, ao lado do IBS e do Imposto Seletivo. Como a transição tributária começa a avançar nos próximos anos, existe a possibilidade de que compras internacionais de baixo valor voltem a ter uma cobrança federal em novo formato.
Aviso editorial sobre 2027
As informações sobre uma possível nova cobrança em 2027 devem ser tratadas como possibilidade, tendência ou movimento esperado, e não como certeza absoluta em todos os detalhes.
A existência da CBS é confirmada por lei. No entanto, o impacto exato sobre compras internacionais de baixo valor ainda depende de regulamentação, definição de alíquotas e regras operacionais. Portanto, qualquer previsão sobre aumento de preço em 2027 precisa ser apresentada com cautela.
O cenário indica que pode haver nova pressão tributária sobre compras internacionais, mas ainda não é correto afirmar, sem ressalvas, como cada produto será afetado na prática.
Por que isso afeta diretamente o mercado de games?
A preocupação da comunidade gamer é compreensível. O Brasil já tem um histórico de preços altos em consoles, jogos, acessórios e equipamentos de tecnologia. Muitas vezes, comprar fora do país se torna a única alternativa viável para quem quer montar um setup, trocar um controle, melhorar o PC ou adquirir um periférico específico.
A discussão não envolve apenas grandes produtos, como consoles e placas de vídeo. Ela atinge principalmente os chamados “games baratinhos” e acessórios de baixo custo, aqueles itens que o jogador compra aos poucos para melhorar sua experiência.
Um controle alternativo, por exemplo, pode custar muito menos no exterior do que em lojas brasileiras. O mesmo vale para microfones USB, mouses, headsets, teclados mecânicos compactos, suportes, adaptadores e acessórios para consoles portáteis.
Quando a carga tributária aumenta, esses itens deixam de ser “baratinhos” rapidamente.
A “taxa das blusinhas” não afeta só roupas
O apelido “taxa das blusinhas” ajudou a popularizar o debate, mas também criou uma percepção incompleta. Muita gente passou a imaginar que a tributação sobre compras internacionais afetava apenas roupas, moda e pequenos acessórios pessoais.
Na realidade, a regra envolve remessas internacionais de forma mais ampla. Isso inclui tecnologia, eletrônicos, periféricos e produtos ligados ao universo gamer.
Esse detalhe muda completamente a conversa. Para quem compra uma roupa importada, existe a discussão sobre concorrência com o varejo nacional e com a produção brasileira. Mas, no caso de tecnologia gamer, a situação é diferente.
Muitos produtos consumidos por jogadores não têm fabricação nacional equivalente em escala, variedade ou preço. Controles específicos, microfones de boa qualidade, acessórios para consoles, placas de captura e periféricos de nicho dependem fortemente da importação.
Por isso, aplicar a mesma lógica para todos os setores pode gerar distorções.
Tecnologia não é igual a roupa
Um dos principais argumentos do varejo nacional é que produtos estrangeiros vendidos em plataformas internacionais criam uma concorrência desigual com lojas brasileiras. Essa discussão existe e precisa ser considerada, especialmente em setores com produção local relevante.
No caso de roupas, por exemplo, há fabricação nacional em grande escala. O Brasil produz camisetas, calças, vestidos, roupas íntimas, uniformes, calçados e outros itens de vestuário. Ainda assim, muitos consumidores reclamam que os preços no varejo brasileiro subiram muito.
A percepção de parte do público é que lojas populares, antes vistas como alternativas acessíveis, passaram a vender peças simples por valores considerados altos. Calças que antes eram lembradas como produtos baratos hoje aparecem, em muitos casos, por preços próximos de R$ 300. Enquanto isso, consumidores encontram peças importadas por valores menores em plataformas estrangeiras.
No setor de tecnologia, a crítica fica ainda mais forte. Diferente das roupas, muitos periféricos gamers e componentes eletrônicos simplesmente não são fabricados no Brasil em escala competitiva. Quando o imposto sobe, nem sempre ele protege uma indústria local equivalente. Muitas vezes, ele apenas encarece o acesso do consumidor a produtos que não têm substituto nacional real.
O problema dos periféricos gamers caros no Brasil
Entre os exemplos mais comuns estão os microfones, controles e acessórios gamers.
Um microfone de boa qualidade, comprado fora do Brasil por valor acessível, pode chegar ao mercado brasileiro custando muito mais depois de impostos, frete, margem de importação, distribuição e revenda. Em alguns casos, produtos desse tipo aparecem por valores próximos ou superiores a R$ 1.000 no varejo nacional.
A pergunta que muitos consumidores fazem é direta: se não há produção brasileira equivalente daquele modelo, por que o produto precisa ficar tão caro?
O mesmo raciocínio vale para controles gamers. Existem controles alternativos excelentes no exterior, com boa construção, recursos modernos, conexão sem fio, botões extras, boa bateria e compatibilidade com PC, Nintendo Switch, Android ou outros sistemas. Porém, quando chegam ao Brasil, podem custar uma verdadeira fortuna.
Para o jogador comum, a sensação é de pagar duas vezes: uma pelo produto e outra pelo peso da carga tributária.
O impacto nas peças de PC e no hardware gamer
O público de PC gamer também é diretamente afetado por esse tipo de regra. Montar ou atualizar um computador no Brasil já é caro, especialmente quando se fala em placa de vídeo, processador, placa-mãe, memória RAM, SSD, fonte de alimentação e sistemas de refrigeração.
Embora muitos desses itens ultrapassem a faixa de US$ 50, a lógica tributária das importações continua relevante. Mesmo pequenas peças, cabos, adaptadores, suportes, fans, hubs USB, cases de SSD e acessórios complementares podem ficar menos atrativos se novas cobranças forem aplicadas.
Para quem monta PC aos poucos, aproveitando promoções internacionais, qualquer mudança tributária pode reduzir o poder de compra.
Isso também afeta criadores de conteúdo, streamers iniciantes e pequenos produtores que dependem de microfones, luzes, suportes, webcams, placas de captura e acessórios baratos para melhorar a qualidade dos vídeos.
O papel dos marketplaces internacionais
Plataformas como AliExpress, Shopee, Amazon e outros marketplaces internacionais se tornaram alternativas populares para consumidores brasileiros. No universo gamer, esses sites são usados para encontrar produtos que muitas vezes não chegam oficialmente ao Brasil ou chegam com preço muito acima do esperado.
Datas promocionais, como campanhas de grandes vendas, Black Friday e eventos de datas repetidas, costumam ser aproveitadas por jogadores para comprar acessórios e periféricos com desconto.
A recomendação que circula entre consumidores é acompanhar essas promoções enquanto as regras atuais ainda tornam algumas compras de baixo valor mais interessantes. Porém, isso não deve ser confundido com incentivo a compras impulsivas.
O ideal é sempre comparar o preço final, verificar o imposto no checkout, observar a reputação do vendedor, conferir a compatibilidade do produto e avaliar se a compra realmente compensa em relação ao varejo brasileiro.
O que o jogador deve observar antes de comprar fora do Brasil?
Antes de comprar um produto gamer em loja internacional, vale observar alguns pontos práticos:
Verifique se a plataforma participa do Remessa Conforme
O benefício de alíquota zero para compras até US$ 50 depende das condições do programa. Sites certificados oferecem maior previsibilidade no pagamento antecipado dos tributos.
Confira o valor final no checkout
O preço anunciado nem sempre representa o custo real. É importante verificar frete, impostos, seguro e eventuais taxas.
Observe se o produto passa de US$ 50
Produtos acima desse valor entram em outra regra de cálculo. No Remessa Conforme, há Imposto de Importação de 60% com desconto de US$ 30 sobre o imposto calculado, além do ICMS.
Compare com o preço no Brasil
Às vezes, a compra internacional compensa. Em outros casos, a diferença diminui depois dos impostos, do frete e do prazo de entrega.
Avalie garantia e suporte
Produtos comprados fora do país podem ter garantia mais difícil de acionar. Em acessórios baratos, isso pode não pesar tanto. Em itens caros, como placas de vídeo ou consoles portáteis, esse fator é importante.
A crítica não é apenas contra um governo específico
A discussão sobre impostos em games e tecnologia atravessa diferentes governos, decisões do Congresso e pressões de setores econômicos. Por isso, o debate não deve ser reduzido a uma disputa partidária simples.
Ao longo dos últimos anos, houve momentos em que reduções de impostos sobre videogames foram elogiadas pela comunidade gamer. Também houve iniciativas legislativas importantes, como avanços relacionados ao marco legal dos games.
Da mesma forma, quando impostos aumentam ou quando existe possibilidade de nova cobrança, a reação dos consumidores costuma ser negativa, independentemente de qual grupo político esteja no poder.
A leitura mais equilibrada é esta: quando há redução de impostos, o consumidor tende a comemorar; quando há aumento ou retorno de cobrança, a crítica aparece. Para o jogador, o que pesa no fim é o preço do produto.
Governo, Congresso e varejo: uma decisão que afeta o consumidor
A tributação sobre compras internacionais envolve diferentes atores. O Governo Federal define políticas tributárias, o Congresso aprova ou altera medidas legislativas, a Receita Federal regulamenta e fiscaliza, e o varejo nacional pressiona por condições que considera mais equilibradas para competir com plataformas estrangeiras.
Do outro lado está o consumidor, que normalmente sente o impacto final no preço.
A crítica da comunidade gamer aparece justamente nesse ponto. Muitos jogadores entendem que o caminho mais justo não seria simplesmente encarecer o produto importado, mas reduzir o custo geral da cadeia para que o varejo brasileiro consiga competir com preços melhores.
Se lojas nacionais pagassem menos impostos para importar, distribuir e vender produtos de tecnologia, talvez o consumidor tivesse mais motivo para comprar no Brasil. Mas, quando a solução passa apenas por aumentar o custo da compra internacional, a sensação é de perda de alternativa.
O dilema da proteção ao varejo nacional
Proteger o varejo nacional pode ser um objetivo legítimo em determinados setores. O problema é quando essa proteção se transforma em encarecimento generalizado para o consumidor, sem resolver a raiz do problema.
No caso de games e tecnologia, a raiz do problema está na combinação de fatores como:
carga tributária elevada;
dependência de importação;
baixa produção nacional de hardware gamer;
margens de distribuição;
variação cambial;
frete internacional;
custo logístico interno;
falta de concorrência em alguns segmentos.
Se esses fatores não forem enfrentados, aumentar o imposto sobre compras internacionais pode apenas empurrar o consumidor para preços mais altos, sem tornar o varejo local realmente mais competitivo.
Por que a comunidade gamer reage tão mal a esse tipo de notícia?
A reação negativa acontece porque o jogador brasileiro já se acostumou a lidar com barreiras de preço. Consoles chegam caros. Jogos em lançamento podem custar valores altos. Controles oficiais muitas vezes ficam fora da realidade de parte do público. Peças de PC sofrem com câmbio e impostos. Acessórios simples podem custar muito mais do que deveriam.
Quando surge uma regra que reduz parcialmente o custo de importação, mesmo que não resolva tudo, ela é vista como um respiro.
Se esse respiro parece ter prazo para acabar, a comunidade reage com frustração.
Essa frustração não significa necessariamente rejeição a qualquer tipo de imposto. O ponto é que o consumidor quer equilíbrio. Quer pagar menos por produtos que, em muitos casos, não são fabricados no Brasil. Quer ter acesso a tecnologia. Quer comprar um controle, um microfone ou uma peça de PC sem sentir que está pagando duas vezes pelo mesmo item.
O que pode mudar em 2027?
A partir de 2027, a implementação da CBS pode trazer uma nova camada de tributação para determinadas operações de consumo, incluindo importações. Ainda assim, o impacto exato sobre compras internacionais de baixo valor precisa ser acompanhado com cautela.
O cenário mais provável, com base nas informações públicas disponíveis, é que o debate sobre compras abaixo de US$ 50 volte a ganhar força. A cobrança federal pode retornar em novo formato, mas ainda depende de regulamentação e de detalhes práticos.
Para o consumidor gamer, os pontos de atenção são:
Definição da alíquota da CBS
A alíquota final será determinante para saber o peso real da nova cobrança.
Aplicação sobre compras internacionais de baixo valor
Será necessário observar se haverá regra específica para compras até US$ 50 ou se a cobrança será aplicada de forma mais ampla.
Relação com o ICMS
Mesmo com mudanças federais, o ICMS estadual continua sendo parte importante do cálculo.
Impacto em marketplaces internacionais
A forma como plataformas estrangeiras vão adaptar seus sistemas ao novo modelo também será fundamental.
Os “games baratinhos” podem ficar menos baratos?
Essa é a grande preocupação. Produtos de baixo valor são justamente os mais sensíveis a pequenas mudanças de imposto.
Um cabo, um adaptador, uma capa, um suporte ou um controle alternativo pode parecer barato quando comprado sozinho. Mas, ao somar imposto, frete e variação cambial, o valor pode deixar de compensar.
Se uma nova cobrança federal entrar em vigor em 2027, é possível que muitos produtos continuem acessíveis, mas com preços menos atrativos do que hoje. Em outros casos, o consumidor pode voltar a preferir esperar promoções nacionais ou comprar apenas itens realmente necessários.
Aviso editorial
Essa análise é uma projeção baseada no histórico do mercado, nas regras atuais e na transição prevista pela Reforma Tributária. O impacto real só poderá ser medido quando as regras finais de 2027 estiverem oficialmente definidas e aplicadas.
Vale a pena comprar agora?
Para quem já estava planejando comprar acessórios, periféricos ou peças de tecnologia, pode fazer sentido acompanhar promoções internacionais durante 2026. Isso vale especialmente para produtos de baixo valor, dentro da faixa de até US$ 50, comprados em plataformas certificadas no Remessa Conforme.
No entanto, a melhor orientação é comprar com planejamento. O consumidor deve evitar o impulso e fazer a conta completa:
preço do produto;
frete;
imposto exibido no checkout;
ICMS;
prazo de entrega;
garantia;
reputação do vendedor;
comparação com lojas brasileiras.
Se o preço final ainda for vantajoso, a compra pode compensar. Se a diferença for pequena, talvez seja melhor comprar no Brasil e contar com garantia mais simples.
O que observar daqui para frente?
O tema ainda deve render novos capítulos. A comunidade gamer precisa acompanhar especialmente:
novas regulamentações sobre a CBS;
comunicados da Receita Federal;
atualizações do Programa Remessa Conforme;
posicionamento de marketplaces internacionais;
mudanças nas regras de cobrança no checkout;
impacto real em produtos de tecnologia;
reação do varejo nacional;
possíveis alterações no Congresso.
Também será importante observar se o debate sobre games e tecnologia ganhará tratamento específico. Afinal, o setor de games não é apenas entretenimento. Ele movimenta comércio, educação, criação de conteúdo, desenvolvimento de software, hardware, eSports e economia digital.
Tratar tecnologia como produto supérfluo é um erro antigo. Hoje, um bom computador, um periférico acessível ou um console pode ser ferramenta de lazer, estudo, trabalho e produção criativa.
Conclusão: a possível volta do imposto reacende um problema antigo dos games no Brasil
A possibilidade de uma nova cobrança federal sobre compras internacionais em 2027 reacende uma discussão antiga: o Brasil ainda torna o acesso a games e tecnologia mais difícil do que deveria.
A alíquota zero para compras de até US$ 50 no Remessa Conforme trouxe alívio parcial para quem compra produtos de baixo valor, mas não eliminou todos os impostos. O ICMS continua existindo, e compras acima desse limite seguem uma regra mais pesada, com Imposto de Importação de 60% e desconto de US$ 30 sobre o imposto calculado.
O problema é que, para o jogador brasileiro, qualquer aumento pesa. Periféricos, controles, peças de PC e acessórios importados muitas vezes são a única alternativa acessível para montar um setup, melhorar a experiência de jogo ou criar conteúdo com mais qualidade.
Se a CBS realmente trouxer uma nova cobrança federal em 2027, o consumidor precisará recalcular se ainda vale a pena comprar fora do país. Até lá, o ideal é acompanhar as regras oficiais, observar as promoções com cautela e separar fato confirmado de especulação.
O que já está claro é que o debate não é apenas sobre “blusinhas”. É também sobre acesso à tecnologia, competitividade do mercado e o custo real de ser gamer no Brasil.
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Referências
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BRASIL. Receita Federal. Quanto vou pagar de impostos? Brasília: Receita Federal, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/aduana-e-comercio-exterior/manuais/remessas-postal-e-expressa/preciso-pagar-impostos-nas-compras-internacionais/quanto-pagarei-de-imposto. Acesso em: 21 jun. 2026.
BRASIL. Receita Federal. Receita Federal atualiza o Portal Compras Internacionais após novas regras de tributação. Brasília: Receita Federal, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/noticias/2026/maio/receita-federal-atualiza-o-portal-compras-internacionais-apos-novas-regras-de-tributacao. Acesso em: 21 jun. 2026.
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BRASIL. Senado Federal. Medida provisória zera “taxa das blusinhas” para importações de até US$ 50. Brasília: Agência Senado, 2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/05/13/medida-provisoria-zera-taxa-das-blusinhas-para-importacoes-de-ate-us-50. Acesso em: 21 jun. 2026.
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